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2 de dezembro de 2008 - terça-feira - 9:56

O Primeiro a gente nunca esquece

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Com o slogan “o primeiro sutiã a gente nunca esquece” Olivetto coloca no ar a então desconhecida Patricia Lucchsi, que no filme aparece diante do espelho e experimenta, claro, seu primeiro sutiã. Exibido pela primeira vez no intervalo do Fantástico em abril de 1987. - Enfim não querendo me prolongar mais ( pois esse post será grande), você já está ambientado ao contexto histórico dessa propaganda. Pra quem não viu abaixo do post colocarei o comercial veiculado na época.

O PRIMEIRO A GENTE NUNCA ESQUECE

Tudo que venha a ser o primeiro nos marca, a primeira bicicleta, o primeiro acampamento, a primeira festa, a primeira viagem, a primeira paixão, o primeiro beijo, o primeiro livro, o primeiro filme no cinema, o primeiro emprego, o primeiro show de rock regado a coca-cola e a uma bebida horrível, seguido de um cachorro quente indigesto (tudo culpa do cachorro), enfim o primeiro realmente a gente nunca esquece.
A vida nos faz alcançarmos de forma ascendente as nossas primeiras “coisas”, e ambas são carregadas de várias emoções (raiva, alegria, surpresa, conquista e etc). Como citei acima várias coisas que me marcaram, poderia relacionar em diversas páginas esses momentos, e acredito que com várias dessas situações você leitor iria identificar-se, mas vou procurar falar de um fato comum, acredito já ter acontecido com algumas centenas de milhares de pessoas, e foi esse pensar que me acalmou naquele dia.
Quando completa a idade maior, a primeira coisa que se quer é ser independente, e qual seria o primeiro grito de independência? Pra mim foi fazer a carteira de motorista A e B ( carro e moto), logo para proclamar essa liberdade, o passaporte seria comprar o tão sonhado carro, mas desprovido de recursos tive que optar pela moto mesmo, não, melhor, no meu caso o jeito foi comprar uma motoneta em varias e suaves prestações.
“Motonetizado” e feliz da vida, podendo me locomover pra onde queriam sem precisar do papaizito, e de passar pelo constrangimento de pedir carona, tudo estava as mil maravilhas, até que um belo dia chove, putz, me molhei todo, como motonetista de primeira viagem não tinha comprado a dita capa de chuva, mas até ai tudo bem, comprei a dita capa por horríveis R$ 50,00 pila, problema resolvido. Logo depois de comprar a motoneta e a dita capa de chuva, era preciso sentir a liberdade, e de que forma, pegando a estrada. E lá foi eu reunir uns amigos para fazer a primeira viagem, eufórico pra testar a bicha-véia (a motoneta) na estrada.
Resumindo fiz a tal viagem, mesmo com um veiculo não apropriado para estrada  (pouca potencia  e nenhum conforto), cheguei no destino, morto, detonado, como diz por aqui; “esgualepado”. Até ai beleza.
Voltando para casa eis que aconteceu: O PRIMEIRO PNEU FURADO A GENTE NUNCA ESQUECE, se você está de carro até vá lá, se você for meio ligado tem no porta mala um macaco e um estepe  cheio que salvará a sua vida, o bucha é furar o dito cujo e você está embarcado num veículo de duas rodas, moto não tem estepe caro leitor, pra piorar eu estava em uma BR a quilometros de casa e da city. Na hora da vontade de chutar a bicha véia (a moto), mas ai você respira, os amigos, nada otimistas já sugerem pra você abandonar a bicha veia (moto) e montar na garupa. Passa mil coisas na sua cabeça, passa sim, ainda mais quando é sua primeira vez nessa situação, minutos depois aquela cortina de raiva vai sumindo, e você começa a pensar.
Minha mãe diz que quem não tem juízo tem sorte, e no meu caso esse dito popular já se configurou como verdade. Passou por nós um senhor com uma caminhonete, quer dizer não uma caminhonete propriamente dita, era um tipo de fiat 147 engendrado uma carroceria, e levou a moto até uma borracharia. Graças a ajuda daquele simpatico senhor tudo se resolveu, troquei o pneu e peguei a estrada pra casa. Mas enfim o primeiro pneu furado a gente não esquece!!!

Nos conte sobre seu “primeiro” participe. flw.

 

Comentários (1) Trocando idéias Arquivado em: Propagandas Históricas

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